Leveza, conforto e clareza são sensações após a limpeza energética

É necessário um ritual. Não por parte de quem é atendido, mas sim pelo profissional que fará o atendimento. Pelo menos é desta forma que a mestra no Brasil dos Cones Chineses, Susi Kelly Benevides, trabalha.

Uma anamnese antecede o início do tratamento. A luz penetrante pela janela ilumina a sala. A cama no centro dela. Um ambiente tranquilo. Uma música suave. Uma parte da bancada semelhante a de experimentos de um cientista. A energia preponderante é a do fogo, que propicia a transmutação.

O ritual seguido por Susi é uma magia. A energia de cada chackra é medida com um pêndulo. Percorre-se o coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, plexo solar, umbilical e básico. Logo em seguida, Susi descreve o fluxo energético registrado em cada um deles.

A partir de então ela inicia o processo de limpeza dos campos energéticos, emocional, físico, psíquico e espiritual com o cone artesanal feito de tecido com base de algodão, fabricados pela própria terapeuta. A orientação é pensar em tudo o que precisa ser mandado embora. Da cabeça aos pés. E logo no começo, o primeiro estouro. “Opa! Isso é ótimo. Significa que algo negativo foi removido”, explica Susi, autora do livro “Cones Chineses: a antiga técnica de desobstrução e limpeza”.

E ali, do alto da cabeça, segue por todo o corpo. O processo é repetido mais uma vez. Ao final, ela corta o tecido do cone e faz a leitura do resquício da cera. E pasmem, a leitura do meu campo físico e áurico corresponde ao mostrado.

A limpeza energética é concluída com um novo cone. “Agora, faça os seus pedidos”. Segui a orientação, enquanto o cone percorria o meu corpo.

Cones no ouvido

Enquanto os resquícios das ceras queimavam, passei para a fase de desobstrução do ouvido. Primeiro o esquerdo. Ela insere a extremidade mais fina do cone de vidro. Na outra ponta, é colocado um óleo medicamentoso para fungos e ressecamento de cera. Conforme o corpo óleo queima no reservatório, a fumaça desce e faz a desobstrução no conduto auditivo.

O óleo desce através do cone é possível sentir uma sensação de conforto, inclusive, um pouco do gosto. Já do lado direito, a sensação foi diferente. Senti um incômodo. Ao informa-la, logo retirou o cone e orientou que deitasse de barriga para cima. Começou a massagear meu rosto e a lateral do ouvido até o desconforto desaparecer. “O ouvido deste lado é menor”, observou.

Além disso, Susi fez um alerta quanto ao uso de cotonetes. “O cotonete jamais deve ser inserido no ouvido. Pode causar sérios danos, como furar o tímpano”.

No dia em que recebi o atendimento estava com o resquício de uma gripe. Ao final, senti engolia melhor a saliva. Nada interrompia o seu fluxo, além de minha coriza ter aumentado, agilizando o processo de limpeza. Com isso, consequentemente a voz saia mais limpa e o ouvido estava mais sensível à audição.

Imediatamente após a limpeza surgiu uma sensação de bem-estar. Leveza é a expressão mais precisa. A especialista ainda concede várias dicas. Vale a pena experimentar. Saí de lá me sentindo mais leve e com as esperanças refeitas, e a necessidade de tornar concreto um insight que já marcava presença há alguns dias.

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Carol Ras – jornalista, escritora, editora do Pauta Criativa, e produtora e apresentadora do programa Pauta no Ar na Rádio Moarandu | carol@pautacriativa.com.br